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MOVIMENTO EM DEFESA DAS CRIANÇAS BAHÁ'ÍS DO IRÃ
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MOVIMENTO EM DEFESA DAS CRIANÇAS BAHÁ'ÍS DO IRÃ

Catarina Cavalcante de Jesus 
baha
Cidadã do planeta, pequeno grão de areia na praia que se chama humanidade. Pretende sensibilizar: líderes, jovens e crianças a apoiarem esta causa em favor da Defesa das Crianças Bahá'ís do Irã.Onde são perseguidas e humilhadas por sua Fé e crença.
Goiânia  - GO
Website: http://groups.google.com/group/defenda_criancasbahaisdoira
Público: Juventude; Infância;
Causas: Responsabilidade Social; Educação;

Total: 6 

  
dsolidario
Despertar Solidário (São Paulo/SP)
postado em 08/08/2008 - 11:08:06

Olá Catarina, sou o Evandro Coordenador do Projeto Despertar Solidário aquí em SP.
Nós estamos procurando por pessoas que possam nos ajudar por todos os cantos do Brasil, não importa o que será doado e qual a forma em que vai chegar o que importa é que seja doado com AMOR.

DOE BRINQUEDOS PARA NÓS. Como? Mande pelo correio e eu pessoalmente estarei entregando os mesmos no dia da criança e estarei fazendo uma dedicatória à vc, com o presente enviado e a criança q irá receber. E enviaremos à vc como forma de gratidão.
Nosso endereço no ORKUT. dsolidario@ig.com.br
Um GRANDE BEIJO...

alinecadilhe
Aline Marinho Cadilhe (Belo Horizonte/MG)
postado em 19/07/2008 - 23:07:54

A ASSOSSIAÇÃO BENEFICENTE CANTINHO DO BÊBE atende atualmente 89 crianças carentes de 0 a 6 anos, do Aglomerado da Serra, em BH - MG.
Lá elas recebem educação escolar e organizam seu tempo como em uma creche normal (brincam, comem, dorme etc.). Porém, a própria assossiação é carente e precisa da ajuda de voluntários para várias coisas. Estou com eles desde dezembro do ano passado e por ser formada em comunicação, a maior parte do meu voluntariado está relacionado à divulgação e criação de campanhas, arrecadação de doações, assessoria de imprensa e também estou tentando fazer para eles um site e um jornal trimestral (só que para estes dois últimos, por serem projetos mais complexos, ainda não temos nada fechado, nem patrocínio gráfico, nem nada). Normalmente eles contam com o bom senso dos pais (que são paupérrimos), que deixam seus filhos lá e com o pouco que a Prefeitura deveria dar, mas que não é sempre. Só para exemplificar, a Prefeitura deveria repassar a eles 60 kilos de arroz por mês, sendo que na verdade eles gastam 5 kilos por dia, o que já daria em média 100 kilos por mês, ou seja, estão sempre em defasagem com o estoque. Só que nos últimos dois meses eles passaram aperto, porque a Prefeitura furou e as crianças passaram fome e a doação de próprio bolso, como no meu caso, não estava dando vazão. Então, organizei uma campanha de doação de arroz e consegui em menos de um mês, 315 kilos, o que os ajudará por uns 2 meses. Só que a carência vai muito além disso e um outro exemplo é que eles gastam 25 rolos de papel higiênico por dia, e nunca tem isso lá, mesmo que os pais tentem doar um pacote com 8 rolos, não são todos que conseguem levar. Logo, até o final do ano, organizei e estou tentando finalizar a versão impressa, que será distribuída em vários postos pré-selecionados, os seguintes cartazes: - Um para convidar aos voluntários e doadores já existentes, que visitem mais a creche e vejam o que estão ajudando a construir e para futuros colaboradores. - Um para que os voluntários e doadores já existentes e futuros colaboradores, sejam fiéis, ou seja, possam contribuir com 5,00 ou 10,00 (ou mais) ou uma cesta básica mensalmente e assim, eles não vivam no sufoco com a dispensa, que nunca está cheia. - Um para arrecadar doações para o BAZAR BENEFICENTE em setembro. - Um para divulgar a festa do dia das crianças, que precisará de prendas e brinquedos para presentear as crianças, bem como, alimentação para a festinha. Por exemplo: ano passado, o Corpo de Bombeiros doou salsichas para fazerem cachorro-quente no natal, mas foi um aperto conseguir comprar o pão. - E por fim, um modelo do natal de uma campanha este ano, que esperamos que seja bem maior do que a do ano passado. Sendo assim, a ajuda a eles se estende desde cozinhar para as crianças, colocá-las pra dormir, até brincar com elas e ajudar nas lições. Além disso, estamos sempre precisando de contribuições ou de pessoas que ajudem a divulgá-las. Sobre o bazar é muito simples ajudar. Todo ano esta creche junto a outras, também localizadas no Aglomerado da Serra, recebem contribuições, como: roupas de adultos e crianças de quaisquer tamanhos, tipos e idade, objetos domésticos e até mesmo brinquedos, para estarem vendendo e revertendo a verba em benefícios às creches (alimentos, materias de limpeza, pagamento de contas básicas etc.). Agradeço seu contato e agradeço por ainda existirem pessoas que amam crianças e acreditam que elas podem melhorar o futuro, quando bem tratadas. Precisamos SEMPRE de: macarrão, feijão, óleo de cozinha, materiais de limpeza e papel higiênico. Caso ainda tenha interesse, o endereço é Rua Sacramento, 49 - Bairro Serra - BH - MG. Próximo ao Hospital Evangélico. E se houver alguma dúvida vc pode entrar em contato com a Marina no 3227-4148 ou comigo (Aline) no 9977-6617. As 89 crianças da creche agradecem sua atenção. Abs e aguardo novos contatos.

alinecadilhe
Aline Marinho Cadilhe (Belo Horizonte/MG)
postado em 19/07/2008 - 23:07:54

A ASSOSSIAÇÃO BENEFICENTE CANTINHO DO BÊBE atende atualmente 89 crianças carentes de 0 a 6 anos, do Aglomerado da Serra, em BH - MG.
Lá elas recebem educação escolar e organizam seu tempo como em uma creche normal (brincam, comem, dorme etc.). Porém, a própria assossiação é carente e precisa da ajuda de voluntários para várias coisas. Estou com eles desde dezembro do ano passado e por ser formada em comunicação, a maior parte do meu voluntariado está relacionado à divulgação e criação de campanhas, arrecadação de doações, assessoria de imprensa e também estou tentando fazer para eles um site e um jornal trimestral (só que para estes dois últimos, por serem projetos mais complexos, ainda não temos nada fechado, nem patrocínio gráfico, nem nada). Normalmente eles contam com o bom senso dos pais (que são paupérrimos), que deixam seus filhos lá e com o pouco que a Prefeitura deveria dar, mas que não é sempre. Só para exemplificar, a Prefeitura deveria repassar a eles 60 kilos de arroz por mês, sendo que na verdade eles gastam 5 kilos por dia, o que já daria em média 100 kilos por mês, ou seja, estão sempre em defasagem com o estoque. Só que nos últimos dois meses eles passaram aperto, porque a Prefeitura furou e as crianças passaram fome e a doação de próprio bolso, como no meu caso, não estava dando vazão. Então, organizei uma campanha de doação de arroz e consegui em menos de um mês, 315 kilos, o que os ajudará por uns 2 meses. Só que a carência vai muito além disso e um outro exemplo é que eles gastam 25 rolos de papel higiênico por dia, e nunca tem isso lá, mesmo que os pais tentem doar um pacote com 8 rolos, não são todos que conseguem levar. Logo, até o final do ano, organizei e estou tentando finalizar a versão impressa, que será distribuída em vários postos pré-selecionados, os seguintes cartazes: - Um para convidar aos voluntários e doadores já existentes, que visitem mais a creche e vejam o que estão ajudando a construir e para futuros colaboradores. - Um para que os voluntários e doadores já existentes e futuros colaboradores, sejam fiéis, ou seja, possam contribuir com 5,00 ou 10,00 (ou mais) ou uma cesta básica mensalmente e assim, eles não vivam no sufoco com a dispensa, que nunca está cheia. - Um para arrecadar doações para o BAZAR BENEFICENTE em setembro. - Um para divulgar a festa do dia das crianças, que precisará de prendas e brinquedos para presentear as crianças, bem como, alimentação para a festinha. Por exemplo: ano passado, o Corpo de Bombeiros doou salsichas para fazerem cachorro-quente no natal, mas foi um aperto conseguir comprar o pão. - E por fim, um modelo do natal de uma campanha este ano, que esperamos que seja bem maior do que a do ano passado. Sendo assim, a ajuda a eles se estende desde cozinhar para as crianças, colocá-las pra dormir, até brincar com elas e ajudar nas lições. Além disso, estamos sempre precisando de contribuições ou de pessoas que ajudem a divulgá-las. Sobre o bazar é muito simples ajudar. Todo ano esta creche junto a outras, também localizadas no Aglomerado da Serra, recebem contribuições, como: roupas de adultos e crianças de quaisquer tamanhos, tipos e idade, objetos domésticos e até mesmo brinquedos, para estarem vendendo e revertendo a verba em benefícios às creches (alimentos, materias de limpeza, pagamento de contas básicas etc.). Agradeço seu contato e agradeço por ainda existirem pessoas que amam crianças e acreditam que elas podem melhorar o futuro, quando bem tratadas. Precisamos SEMPRE de: macarrão, feijão, óleo de cozinha, materiais de limpeza e papel higiênico. Caso ainda tenha interesse, o endereço é Rua Sacramento, 49 - Bairro Serra - BH - MG. Próximo ao Hospital Evangélico. E se houver alguma dúvida vc pode entrar em contato com a Marina no 3227-4148 ou comigo (Aline) no 9977-6617. As 89 crianças da creche agradecem sua atenção. Abs e aguardo novos contatos.

baha
Catarina Cavalcante de Jesus (Goiânia/GO)
postado em 27/06/2008 - 15:06:59

Criado o Movimento em Defesa das Crianças Bahá’ís do Irã



Foi criado em Goiânia-Goiás MOVIMENTO EM DEFESA DAS CRIANÇAS BAHÁ'ÍS DO IRÃ


Conheça este trabalho em defesa das nossas crianças e adolescentes bahá´'ís no Irã. A proposta aos participantes é para que se crie um movimento forte pelo direito à educação e a liberdade de religião daquelas crianças e adolescentes que tem seus direitos tolhidos e são submetidas a maus tratos e humilhações em sala de aula pelo fato de serem bahá’ís.

A busca por este direito poderá ser estendida a todas as crianças e adolescentes que sofrem qualquer tipo de discriminação religiosa e impedimentos à educação. Procuramos defensores e militantes de direitos humanos e defesa às crianças e adolescentes e que estão engajados por causas como estas; em Ongs, igrejas, órgãos, instituições, empresas amigas das crianças e outros seguimentos; para que entrem em contato conosco enviando cartas, opiniões, matérias, debates; movimentos inter-religioso e apoio em geral pela solução desta “Questão dos Bahá’ís no Irã”, sobretudo as crianças e adolescentes.

Entre no Site e conheça um pouco desta História de perseguição religiosa.

http://groups.google.com/group/defenda_criancasbahaisdoira

Caso queira fazer parte e apoiar este trabalho solicite acesso ao grupo:

MOVIMENTO EM DEFESA DAS CRIANÇAS BAHÁ'ÍS DO IRÃ e ao Movimento pela Paz entre as Religiões.

Ou entre em contato pelo e-mail:

rouxinolcj@gmail.com



Abraço carinhoso,
Catarina Cavalcante de Jesus.

baha
Catarina Cavalcante de Jesus (Goiânia/GO)
postado em 23/06/2008 - 17:06:24

Relatos de William Sears sobre o que sofrem as Crianças Bahá'ís do Irã

...Diariamente, elas enfrentam ódio e preconceitos e os enfrentam com coragem e devoção. Entre essas crianças, há alguns heróis. É apenas justo dizer que a maioria delas, mesmo em tenra idade, é tão valente e resistente quanto seus pais.


O que sigüinifica a educação material para as crianças bahá'ís


As crianças e os adolescentes das famílias bahá’ís sempre estiveram no primeiro plano do trabalho educacional. Adoram ouvir histórias da Fé e repetem-nas para seus coleguinhas.


...Nos dias que correm, milhares de crianças bahá’ís são submetidas a cruéis aflições nas escolas do Irã.


A maioria dessas crianças é muito estudiosa. Têm amiúde mais conhecimentos do que outras crianças de sua própria idade. Adquirir mais conhecimentos para poderem ser mais úteis a seus semelhantes é uma das instruções do Fundador de sua fé, Bahá’u’lláh.


Os ensinamentos bahá’ís lhes dizem que, enquanto crescem, devem tornar-se ‘ilustres” entre os povos do mundo, notáveis em todos seus atos. Para elas a coisa mais importante a lembrar é que devem tornar-se seres nobres e espirituais, úteis à humanidade.


...Na escola e em seus lares bahá’ís, em todos os dias de suas vidas, aprendem o espírito de fraternidade e do amor. Não apenas em palavras, mas em atos e ação. Ensinam-lhes que toda sua vida deve ser uma oração bem-humorada, cordial e carinhosa de serviço e utilidade para todas as pessoas, bahá’ís e não- bahá’ís.


Jamais poderão atingir essa me4ta a menos que tenham uma boa educação. Por conseguinte, esforçam-se, gostam de seus estudos e, como conseqüência, em geral são bons estudantes.

Do livro: Quando o coração grita pg 154 e 155
De William Sears

Movimento em Defesa das Crianças Bahá'ís do Irã

baha
Catarina Cavalcante de Jesus (Goiânia/GO)
postado em 23/06/2008 - 17:06:18

-Junho de 2007 – Janeiro de 2008•



Em Marvdasht, foi solicitado que diretores de todas as escolas da região enviassem ao Escritório de Segurança do Departamento de Educação, de modo confidencial, todos os formulários de matrícula “dos estudantes de minorias religiosas e da perversa seita Bahaista”.



Além disso, os diretores foram instruídos a apresentar, em janeiro e novamente em maio, relatórios confidenciais sobre as atividades dos estudantes que demonstrem interesse em religiões que não o Islã, ou que perguntem se são obrigados a assistir aulas sobre o Alcorão e cerimônias islâmicas mantidas na escola. Enquanto as atividades desses estudantes são minuciosamente monitoradas, os diretores são advertidos de que estas informações devem ser obtidas sem o conhecimento dos estudantes envolvidos, seus pais, ou seus professores, pois os professores e outros funcionários não têm o direito de perguntar aos estudantes a respeito de suas crenças, e as crianças têm o direito de não responder a professores que lhes façam tais perguntas.



Estes dois relatórios anuais deverão indicar o que pode ter contribuído para despertar o interesse de um estudante sobre outras religiões ou seitas; os métodos que esses estudantes usam para “ensinar” (“Tabligh”, o termo usado no documento é geralmente associado com o ensino da Fé Bahá'í); e o quanto esses estudantes influenciam outros estudantes. Embora a descrição acima seja a respeito das medidas tomadas em Marvdasht, os bahá'ís do Irã têm dado a entender que esse tipo de identificação e monitoramento ilícitos de estudantes bahá'ís está ocorrendo em todas as regiões do país.



• No início do ano escolar, pelo menos cinqüenta estudantes bahá'ís tiveram matrículas recusadas por razões completamente injustificadas tais como terem se referido à Fé na sala de aula no ano anterior; em alguns casos, funcionários religiosos simplesmente recusaram-se a matricular qualquer estudante que não fosse muçulmano. Muitas famílias foram forçadas a matricular seus filhos em escolas muito mais distantes de suas casas do que as que poderiam freqüentar não fosse pelo tratamento discriminatório das escolas oficiais.



• Dez estudantes bahá'ís foram expulsos de escolas de Vilashahr em Najafabad, e Shahinshahr na província de Isfahan por terem decidido especificar “Bahá'í” no espaço previsto para religião nos formulários que as autoridades escolares lhes deram para preencher dois meses após o início das aulas. Os estudantes e seus pais, tendo procurado aconselhamento legal, enviaram cartas de reclamação aos oficiais escolares competentes. Poucos dias depois, os pais e suas crianças foram a uma das escolas para pedir que se permitisse a seus filhos retornarem às suas aulas.



O diretor se esquivou de responder e em vez disso chamou a polícia. Embora a polícia nunca tenha aparecido na escola, logo após essa chamada trinta guardas revolucionários chegaram numa ruidosa tentativa de intimidar os estudantes e seus pais, seguidos de uma centena de mulheres da Escola de Teologia de Vilashahr. Quando os bahá'ís se recusaram a deixar o pátio da escola, os guardas agrediram fisicamente alguns deles e depois carregaram o banco, com os baháís ainda sentados, para fora da escola. O tempo todos os guardas cantavam slogans anti-bahá'ís.



Em conseqüência desse incidente, os bahá'ís entraram em contato com o escritório do Ministério de educação na província de Isfahan, onde novamente o chefe do Escritório de Segurança de Isfahan lhes pediu para colocarem dois traços no espaço destinado a religião no formulário de matrícula escolar, o que os bahá'ís não estavam dispostos a fazer. Então o chefe do Escritório de Segurança explicou: “Nós não desejamos prejudicar ninguém, e nossa intenção em identificar a religião é conhecer a principal crença na qual o estudante deseja ser avaliado.” Finalmente os bahá'ís sugeriram que no formulário fosse colocado “Estudos Islâmicos” e as autoridades o aceitaram.



Os bahá'ís, que se recusaram ceder à pressão de prometer não mencionar sua Fé na escola, escreveram o seguinte no formulário: “Se não nos perguntarem e nossas crenças não forem insultadas, não falaremos espontaneamente de nossa religião.” As autoridades aceitaram e finalmente os estudantes puderam retornar às aulas. No dia seguinte, no entanto, o diretor da escola expulsou-os novamente da escola e indicou que se desejassem continuar seus estudos, teriam de deixar o espaço nos formulários em branco, colocar um traço, ou escrever “Muçulmano”. Três dos bahá'ís decidiram colocar um traço no espaço e puderam retornar à escola; os demais bahá'ís continuam sem permissão para retornar.



No decorrer de todo esse processo, um considerável número de estudantes e professores não-bahá'ís defenderam os bahá'ís, alguns inclusive visitando os lares dos estudantes expulsos para expressarem solidariedade.



Dois estudantes foram expulsos em Shahinshahr e outros nove em Shiraz, por terem decidido se identificar como bahá'ís no formulário de matrícula escolar, por se recusarem a permanecer em silêncio quando sua Fé era injuriada, ou por pedirem dispensa de tomar parte em cerimônias religiosas islâmicas. • Em 31de outubro de 2007, a Sta. Fá’iqih Há’í Najafábádí foi expulsa de um colégio preparatório para a universidade por ter procurado corrigir declarações difamatórias a respeito da Fé pelos membros do clero que em duas ocasiões palestraram em suas aulas de estudos religiosos.



Após a primeira dessas sessões, as autoridades escolares tentaram persuadir seus colegas a reportarem à administração sempre que a Sta.Najafábádí se referisse à Fé em sala de aula. Os estudantes se recusaram a fazê-lo e intervieram quando na mesma aula um professor tentou impedi-la de compartilhar seus pontos de vista pessoal numa discussão aberta sobre a mulher e o véu. Quando a Sta. Najafábádí exigiu ver a ordem de expulsão do Departamento de Educação, o diretor do colégio alegou não ter idéia alguma do que tinha acontecido e estava agindo somente por instrução de seus superiores, dizendo inclusive que foi informado por telefone de que ela estivera provocando os alunos, perturbando as aulas de estudos religiosos.



No dia seguinte, os pais da Sta.Najafábádí foram ao Departamento de Educação em Shahinshahr para se inteirarem da questão. Finalmente, após três horas e meia, eles conseguiram se reunir com o diretor do Departamento de educação, que declarou que a Sta. Najafábádí havia sido expulsa por ter tentado minar as tradições islâmicas e por ter se identificado como bahá'í; sobre esse último ponto, o diretor disse que de acordo comum comunicado das autoridades superiores, permite-se que estudantes bahá'ís continuem seus estudos somente se não disserem que são bahá'ís, e assim que o fizerem deverão ser expulsos. O diretor recusou-se a providenciar qualquer documento que embasasse sua afirmação.



Quando os bahá'ís disseram que não poderiam permanecer em silêncio diante de informações incorretas ou ao surgirem questionamentos a respeito de sua Fé em suas aulas, o diretor afirmou que mesmo que 1.000 alunos assim fizessem, ele os expulsaria a todos.



• Em Kerman, a Sta. Rumíná Ziynlí, estudante de colégio preparatório para universidade, foi acusada de ensinar a Fé Bahá'í ao responder a perguntas de alguns de seus colegas. Ela foi chamada à diretoria da escola onde ordenaram que assinasse uma promessa de não “ensinar” a Fé Bahá'í dentro dos recintos da escola, com que ela se recusou a concordar, dizendo que se fosse questionada a respeito de suas crenças ou alguém ofendesse sua religião, ela teria que dar explicações. A despeito dos esforços de três oficiais do escritório de Segurança do Departamento de Educação, os quais durante uma hora tentaram fazê-la assinar a promessa de não ensinar, a Sta. Ziynlí corajosamente resistiu à sua exigência.



Consequentemente, eles lhe deram duas opções: ou sua educação ou sua Fé. Ela lhes disse que não substituiria sua Fé por nada. Quando então o diretor da escola violentamente lhe disse para deixar a escola, oitocentos estudantes criaram uma comoção em forma de protesto. Em um telefonema ao diretor, a mãe da Sta. Ziynlí apontou para o fato de que em conseqüência de sua filha ter falado a alguns poucos de seus colegas a respeito da Fé Bahá'í, a administração fez com que a escola inteira ouvisse sobre ela.

Depois de longas discussões entre o diretor e os oficiais do escritório de Segurança, foi decidido que a Sta. Ziynlídeveria ser transferida para outra escola. Sua mãe então disse que ao assim fazer, apenas criariam outra oportunidade para mais pessoas ouvirem sobre a Fé Bahá'í. Consequentemente foi permitido que a Sta.Zaynlí retornasse à sua escola original sob a condição de que não iniciasse qualquer discussão sobre sua crença e não causasse tumulto pela sua volta à escola.



• Em outro caso em Kerman, algumas semanas depois do início das aulas preparatórias para universidade,os pais de um estudante bahá'í foram convocados à escola. O diretor lhes disse que quando o fundador da escola soube que um bahá'í havia sido matriculado, expressou sua insatisfação e pediu que o estudante fosse transferido a outra escola.



• Na cidade de Andisheh, uma jovem de dezesseis anos foi abordada diversas vezes por indivíduos, um dos quais a havia apanhado como motorista de táxi e, ao recusar-se a deixá-la na escola, disse-lhe: “[você é uma] criança bahá'í, e você ensina. Eu vou matá-la.” Esta mesma pessoa fez chamadas telefônica ameaçadoras à sua casa, certa vez, dizendo: “Vocês nunca poderão me achar. Começaremos com você e aos poucos vamos chegando aos outros. Somos um grupo que quer purificar as escolas.” A família relatou o incidente à polícia, que lhes disse para retornar no dia seguinte e ao final em nada lhes ajudou. Alguns dias depois, enquanto se encontrava na loja de sua irmã, outro homem tentou atacar a jovem bahá'í com uma faca, mas ela o empurrou e ele saiu correndo.



Vários dias depois disso, uma mulher elegantemente vestida aproximou-se dela no pátio da escola e saudando-lhe com “Alláh-u-Abhá”, perguntou onde os bahá'ís se reuniriam naquela noite. Já que a comunidade Bahá'í estaria comemorando um dia sagrado Bahá'í, a jovem disse-lhe para obter os detalhes com a pessoa que a havia convidado para as atividades da comunidade.



A mulher respondeu sugerindo que fossem imediatamente encontrar a mãe da jovem e neste ponto a estudante bahá'í retornou à sua sala de aula. Dias depois, ao final da aula, a jovem sentiu que alguém a estava seguindo assim que ela saiu da escola. Ela desmaiou e, ao recuperar a consciência, estava num carro com o mesmo homem que inicialmente a havia levado à escola como motorista de taxi. Havia outros dois homens no carro, um dos quais era aquele que havia tentado atacá-la na loja de sua irmã. A mulher que havia falado com ela na escola também estava no carro com eles.Quando um dos homens tentou agarrá-la, ela tentou defender-se e foi esbofeteada no rosto pela mulher.Eles ainda quebraram seus óculos e puxaram seu cabelo. Então empurraram-na para fora do carro e foram embora. Ela conseguiu ir ao encontro de seus pais e juntos foram à delegacia de polícia para fazer um relato do incidente, onde lhes disseram para voltar no dia seguinte. Assim eles fizeram e, em consequência,um dos oficiais superiores foi à escola e falou com o diretor. Ele permaneceu nas proximidades da escola até o final do dia. Durante uma conversa particular com o diretor, foi dito à jovem: “Essas pessoas são um grupo que querem causar divergência entre as duas religiões [i.e. muçulmanos e bahá'ís]. O diretor assegurou à estudante que essas pessoas não seriam admitidas na escola.



• Numa escola em Babulsar, um professor distribuiu um livreto para encorajar os alunos a frequentarem a mesquita Muhaddithín para se prepararem para seus confrontos com os bahá'ís. O livreto diz que a mesquita foi estabelecida como um centro para atividades anti-judaicas e anti-bahá'ís.



• Uma estudante do terceiro ano numa escola de ensino médio foi difamada pelas suas colegas quando tentou corrigir interpretações falsas sobre a Fé Bahá'í no livro texto de história. “Estes bahá'ís imundos estão usando nossos bebedouros e nós não podemos beber deles.” “Que direito você tem de falar de sua religião? Você está ensinando sem ter qualquer direito de ensinar, e se o diretor souber você será expulsada escola.”) A professora respondeu dizendo às alunas: “Devemos seguir nosso Profeta e os Imames que eram gentis com as pessoas que lhes atiravam pedras.” Após a aula, a professora advertiu a estudante bahá'í a não falar sobre sua religião na sala ou ela seria expulsa; ela tentou também provar à jovem que a Fé Bahá'í é uma religião falsa.



Dois dias depois, a diretora disse à estudante bahá'í que todos os pais haviam se queixado de que suas filhas estavam temerosas devido a esse incidente, que não se sentiam seguras na escola, e que se isso ocorresse de novo eles tirariam suas filhas da escola. A diretora afirmou que o que está escrito nos livros de história está correto e que ela não permitirá que acontecimentos semelhantes ocorram na sala de aula.



• Uma estudante bahá'í de escola secundária em Ghaem Shahr que havia corrigido informações falsas sobre a Fé Bahá'í numa aula de história, e cujos comentários a professora não foi capaz de contrariar, foi obrigada no dia seguinte a ouvir uma apresentação de um clérigo que atribuíu aos bahá'ís atos imorais tão vergonhosos que posteriormente a estudante não conseguiu sequer revelar à sua mãe o que ele havia dito.Ele concluiu seus repugnantes comentários, dizendo: “Seu líder é uma mulher americana desnuda.” A estudante bahá'í ficou em pé e pediu permissão para falar. A diretora ordenou-lhe que sentasse, mas ela permaneceu em pé e rompeu em lágrimas. A diretora então lhe disse que se não podia suportar o que era dito ela podia sair da sala, e ela saiu. As outras estudantes bahá'ís também a seguiram. A diretora levou as estudantes bahá'ís ao gabinete e as repreendeu, dizendo que elas haviam sido favorecidas até então e não podiam falar sobre suas crenças na escola. Disse que se lhes fossem feitas perguntas só poderiam responder que acreditam em Deus. Também pediu a elas não falassem sobre esse incidente com seus pais.



As estudantes muçulmanas que permaneceram na sala de aula ficaram muito perturbadas com esse incidente, sendo que muitas delas comentavam que conheciam os bahá'ís, eram amigas deles, e que aquilo que se dizia a seu respeito eram inverdades. Algumas dessas estudantes choraram em solidariedade às suas amigas bahá'ís.Depois do incidente, a mãe da estudante bahá'í que inicialmente falara na sala de aula foi ver a diretora, a qual disse ter agido de modo dura de acordo com instruções que havia recebido; entretanto temia perder seu emprego caso tivesse permitido a estudante bahá'í falar na sala de aula.



• Duas estudantes bahá'ís em Abadeh foram chamadas ao gabinete do diretor da escola e lhes foi pedido para não falarem mais sobre suas crenças. Isso ocorreu um dia depois de estarem envolvidas numa animada seção de perguntas e respostas sobre a Fé Bahá'í com suas colegas, que incluiu o proveitoso envolvimento de sua professora que disse ter pouco conhecimento sobre a Fé Bahá'í e que havia convidadou as duas estudantes para responderem perguntas sobre a mesma. A professora disse à classe que a FéBahá'í é uma religião e os bahá'ís, em obediência a Bahá'u'lláh, adoram a Deus.



Ela mencionou que Bahá'u'lláh havia escrito belos poemas. Além de proporcionarem informações corretas sobre os ensinamentos da Fé Bahá'í, as estudantes falaram também sobre a perseguição sofrida pelos bahá'ís no Irã,observando que isso continua até hoje e referindo-se ao impedimento dos bahá'ís de freqüentarem universidades do Irã. Uma das estudantes bahá'ís falou do aprisionamento de um dos seus avós e do incêndio do local da atividade comercial de seu outro avô. A professora e as colegas ficaram emocionadas pelos relatos das estudantes sobre as injustiças sofridas pelos bahá'ís.



• Quando sete estudantes do ensino médio foram expulsos de uma escola em Shiraz por se recusarem a assinar um compromisso de não falar em defesa da Fé Bahá'í em suas salas de aula, seus pais os acompanharam até a escola para pedir uma cópia por escrito de sua ordem de expulsão. O diretor entrou em contato com o Escritório de Segurança e então passou a questão para o pai de um dos estudantes,designando-o porta-voz para todos os pais envolvidos. As famílias não tiveram sucesso em seus esforços para resolver a questão. Mais tarde, naquele mesmo dia, um oficial do Ministério da Inteligência foi à casado pai que havia servido de porta-voz no contato com o Escritório de Segurança, fez uma busca na casa durante três horas; recolheu todos os livros, livretos e documentos relacionados com a comunidade bahá'í e o prendeu. Antes de iniciarem seu interrogatório no centro de detenção do Ministério da Inteligência, eles o agrediram fisicamente. Ele foi interrogado três vezes.



Em cada seção, as perguntas focalizaram principalmente as atividades de ensino dos bahá'ís. Na terceira ocasião, pediram que em frente a uma filmadora dissesse seu nome, nome de família, religião, ocupação, os ensinamentos da Fé Bahá'í, o motivo da expulsão de sua filha da escola, o significado de ensinar a Fé Bahá'í, e sua expectativa da República Islâmica do Irã. Ele deu respostas detalhadas sobre cada um desses pontos. A respeito do último assunto,ele expressou sua expectativa da República Islâmica do Irã da seguinte maneira: “Eu, como bahá'í, tenho apenas uma expectativa da República Islâmica do Irã, e isso, baseado na lei, como cidadão, de ter o direito à liberdade de falar sobre minha crença”. Ele foi então interrogado duas vezes, pelo promotor geral da Corte Revolucionária de Justiça, sobre as mesmas questões a que havia sido submetido pelos oficiais do Ministério da Inteligência. Disseram-lhe que ele estava sendo acusado de difundir propaganda em favor de grupos contra o regime e de ameaçar a segurança do país. Sua filha também foi convocada pela Corte Revolucionária e acusada de ensinar a Fé Bahá'í na escola. Ambos foram incriminados pela corte e libertados, mas foi dito a eles que teriam que comparecer sempre que convocados.



Movimento em Defesa das Crianças Bahá'ís do irã




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